sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Assis, 25 de setembro de 2020.

Título: Angelus Novus (1920). Autor: Paul Klee (1879-1940). Fonte: Wikipédia.
 


Assis, 25 de setembro de 2020.

Queridos alunos.

Tudo bem com vocês? Como passaram a última semana? Estão tomando cuidados? Em tempos de pandemia, em que o estado e o consórcio de imprensa se limitam a contar mortos, é importante permanecerem em constante vigilância. Afinal, estamos lutando para superar essa verdadeira desgraça coletiva que nos tem feito sofrer muito. E vamos conseguir!

Tenho recebido muitos comentários sobre nossas cartas. Nos últimos meses, o que não me surpreende de maneira nenhuma, é o aumento significativo das suas opiniões, críticas e sugestões. Continuem assim! A única forma que temos de melhorar os conteúdos é trocando ideias sobre eles.

E, faço aqui um justo e necessário destaque, os apontamentos que vocês fazem não aumentaram somente em quantidade, mas também em qualidade. Entendam isso como um grande elogio meu como professor de filosofia, pois isso quer dizer que além de lerem e escutarem os nossos textos, estão interpretando e se posicionando diante deles.

 Não adianta apenas fazer uma interpretação de um texto por ela mesma, mas se colocar e agir como alguém que também tem algo a fazer e a dizer diante das informações entendidas. E isso estão fazendo com muita habilidade e propriedade. Parabéns!

Hoje quero conversar com vocês sobre a necessidade de ouvirmos e contarmos histórias... as nossas histórias. Elas nos fazem ser o que somos e nos transformam, sendo que ao longo da vida, estamos em constante transformação. Queiramos ou não, percebamos ou não, o fato de mudarmos é a única coisa que não muda.

Na escola, por exemplo, vocês escutam, falam e fazem história o tempo todo. O professor, quando está em aula, a todo momento está contando uma história para os estudantes. A interação entre alunos, sendo naquela bagunça monumental que fazem ou quando estão conversando mais pessoalmente, é recheada de histórias. Enfim, contar histórias é algo que as pessoas gostam, e como diria o sábio Paulinho Gogó: “Quem não tem dinheiro conta história. ”.

Existe um filósofo, que aprecio muito suas histórias, chamado Walter Benjamin. Ele tem muitos pensamentos bastante interessantes para pensarmos em nossos dias. Sua biografia é de uma riqueza humana gigantesca, podemos usar várias cartas para escrever sobre ela. Como adoro dar spoiler e contar o final, sua morte derivou das perseguições dos nazistas aos judeus, e ele era judeu...

Benjamin, depois da Primeira Guerra Mundial, afirmou que os seres humanos estavam perdendo a capacidade de contar histórias. Para chegar nessa conclusão, ele percebeu que os soldados que sobreviveram à guerra e voltaram para suas casas permaneciam calados. Também pudera, né? Imaginem o que é vivenciar os horrores e a matança de um conflito armado.

Permitam-me por um momento, queridos alunos, pensar com vocês e com Benjamin de modo a revigorar esse seu pensamento. Nós estamos mesmo perdendo nossa capacidade de ouvir e de contar histórias? Não dá para compreender um soldado traumatizado por uma guerra, ou qualquer outra pessoa traumatizada por qualquer outra coisa, não querer contar essas histórias? Falar sobre um acontecimento traumatizante é difícil? Dividir um trauma com alguém pode ajudar em sua superação?

Podem reparar, as pessoas gostam de ouvir e de falar histórias. As redes sociais estão cheias de histórias. Os programas e sites vivem de acontecimentos mais comuns das vidas dos famosos. Vejo também as nossas cartas, alguns preferem ouvi-las pelo áudio e outros lê-las pelo celular, mas se interessam em suas histórias.

Como a maioria das pessoas, recordo com saudade das histórias das minhas avós e dos meus tios e tias que já se foram, e que sempre tinham algo para dizer sobre o passado, o presente e o futuro em suas narrações. Quando me coloco a escrever cartas para vocês, é porque também gosto de contar e de ouvir histórias.

Contudo, quando o que tenho para dizer me lembra de um trauma antigo, também não gosto de falar, mas é necessário. Existem profissionais especialistas nisso, os psicólogos, os que fazem a gente desenterrar histórias que de tão tristes que foram nossa mente acaba se esquecendo para a gente não lembrar. Mas o resumo de tudo isso é que, na realidade precisamos contar as nossas histórias, se não for para todo mundo, tem que ser para nós mesmos.

E vocês contam suas histórias? Gostam de ouvir histórias? Conversam com aquele familiar ou amigo idoso que conta muitas histórias? Será que quando acabar a pandemia, conseguiremos contar as histórias que estamos vivendo com ela? Não nos esqueçamos de nosso passado, para não repetirmos os mesmos erros no presente e no futuro.

Saudações filosóficas.

Prof. Ulisses.


Áudio disponível em:

https://drive.google.com/file/d/1BYmgx7qptW8puZaomyOoBgyISnGZ1GbO/view?usp=sharing

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Assis, 18 de setembro de 2020.

Título: "O Velho Pescador" (1902) Tivadar Kosztka Csontváry (1853 - 1919) Fonte:UOL.


Assis, 17 de setembro de 2020.

Queridos alunos.

Tudo bem com vocês? Como passaram a semana? Trabalhando e estudando bastante? Estão se comportando bem. Mocinhos e mocinhas... olha lá hein? Espero que estejam com a saúde e todas as demais necessidades humanas em dia.

Na última carta, debatemos um pouco sobre a saudade e a função da disposição filosófica em criar perguntas. Também falamos sobre a importância de responder algumas dessas perguntas, sempre conscientes de que as perguntas e as respostas são filhas de seus tempos históricos.

Incentivei vocês, em vez de responderem as perguntas que normalmente deixo abertas nos finais das cartas, a criarem suas próprias indagações. Pois bem! A grande maioria dos questionamentos que vocês me mandaram foi: “o que é saudade? ” -  e “por que sentimos saudades? ”

Minha avó tinha dois sábios ditados que eu não soube respeitar. Sempre me dizia: “Não mexe com quem tá quieto “ e “Quem fala demais dá bom dia a cavalo”. Ainda bem! Por mais difícil que sejam essas dúvidas que vocês apresentaram, elas nos estimulam a procurar saber mais sobre esse sentimento tão humano que é a saudade. Então... vamos lá!

Em linhas gerais, vou procurar demonstrar o significado histórico da palavra saudade; como nosso corpo reage quando percebe socialmente à saudade e algumas impressões pessoais que tenho sobre a saudade. Tudo isso de forma bem resumida e bem limitada.

A palavra saudade vem do latim solitas, cujo significado é solidão. Atualmente, o modo como usamos esse termo, mostra um sentimento que se refere à alguma pessoa, coisa ou situação que tivemos contato no passado e nos faz falta hoje. 

Já vi muitas pessoas dizerem que a palavra saudade é uma criação única da Língua Portuguesa e, prestem atenção, isso é falso. Em diversos idiomas há palavras com significados muito parecidos, para não dizer idênticos, ao que compreendemos em nossa língua.

A primeira vez que a palavra saudade foi dita em território brasileiro foi ainda na época do Brasil colônia. Os portugueses que se mudavam para o Brasil, para saquear as riquezas dos povos indígenas e (também matá-los), a usavam para expressar a falta que sentiam dos seus amigos, familiares e do país de Portugal. Com o tempo e o desenvolvimento literário, fomos nos apropriando desse termo para dar um significado de melancolia e tristeza.

Quando sentimos saudade, ou seja, a falta de algo ou de alguém, nosso cérebro tem uma reação que nos motiva à busca de uma satisfação. Ele aumenta a produção de um hormônio chamado cortisol, que é responsável por ficarmos estressados e inquietos; e diminui a produção de oxitocina, que possibilita a sensação de satisfação amorosa.

Do ponto de vista prático, a insatisfação que sentimos quando estamos com saudade é um aviso do cérebro para você buscar alguma satisfação. Ela pode ser o reencontro com alguém, com algum lugar ou alguma situação. Quando esse reencontro não é possível, o melhor a fazer é buscar essa satisfação em outras coisas. Cuidado hein, gente! É saudável que essas outras coisas sejam bem escolhidas.

Aí que entra o lado filosófico da saudade. Quando não é possível eliminar a saudade, porque a infância e a juventude não voltam ou porque ninguém renasce, a saudade se torna um vínculo que você tem com o seu passado para dar um sentido na sua vida presente. É inteligente usar a saudade como uma motivação para novas experiências com a intenção de se revigorar, mesmo que ela permaneça como uma lembrança melancólica de algo que não volta mais, considero fundamental diminuir os níveis de cortisol no corpo.

Não se iludam. Todo mundo sente saudades e isso não deve ser visto pelo lado ruim da coisa. Não sinto nenhuma saudade de estar com vocês às 7 h ou às 23 h na escola, mas sinto muitas saudades de vocês e até da própria escola. Sinto saudades dos funcionários e dos professores.

Contudo, ainda não é tempo de voltar para a escola porque nenhuma medida de saúde pública como a vacinação da população ainda foi executada.

Assim, eu acabo por diminuir esse sentimento quando escrevo cartas pra vocês e me alivio quando me respondem. Quando converso com alguns colegas em reuniões de professores on line eu também me sinto bem. Enfim, a saudade nunca pode ser uma justificativa para se cometer bobagens, mas para buscar um progresso coletivo e individual.

Vou deixar aqui uma sugestão para vocês. Todo mundo sabe muito bem do que sente saudades, agora, façam um exercício de perguntar para a pessoa mais idosa que você conhece sobre o que ela sente saudade. Será que você vai se surpreender com a resposta? 

Por fim, fica um poema de Fernando Pessoa, chamado “Eu amo tudo o que foi” publicado no livro “Poesias Inéditas (1930 – 1935) ”.

 

Eu amo tudo o que foi.

 

Eu amo tudo o que foi,

Tudo o que já não é,

A dor que já não me dói,

A antiga e errônea fé,

O ontem que a dor deixou,

O que deixou alegria

Só porque foi e voou

E hoje é já outro dia.

 

(Fernando Pessoa)

 

Saudações filosóficas.

Prof. Ulisses.


Áudio disponível em:

https://drive.google.com/file/d/1CA1XGeI8OUZjDhnPwHE1EoRNCXqL2LuG/view?usp=sharing


sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Assis, 08 de setembro de 2020.


        Título: Saudade (1899) Almeida Júnior (1850-1899). Fonte: Wikipedia.


Assis, 08 de setembro de 2020.

Queridos alunos.

Como passaram a semana? Se cuidando para não contraírem COVID-19? Vocês estão bem? E as coisas como vão? Estão conseguindo dar conta das tarefas da escola? De coração aberto e, com toda a sinceridade do mundo, espero que estejam bem juntamente com todos seus amigos e famílias.

Hoje, de maneira muito especial, gostaria de falar sobre uma coisa excessivamente humana. O fato de sermos humanos, e a todo momento passarmos por mudanças (quer gostemos ou não), faz com que sempre estejamos inquietos e insatisfeitos. Lembramos o passado, vivemos no presente e projetamos o futuro. E assim caminha a humanidade.

Vamos refletir um pouquinho sobre as lembranças. Elas, necessariamente, fazem nossa mente recuperar o passado. Aqueles acontecimentos já se foram e não tem como a gente mudar.

Quando recordamos de nossa infância, por exemplo, o que retorna para a nossa mente são lembranças que gostaríamos de reviver novamente ou que preferiríamos esquecer. Lembrar de um trauma não é algo bom, mas às vezes é preciso, para resolvê-lo e, também, para que ele não se repita em outros momentos da vida. Recordar acontecimentos felizes, como uma brincadeira ou uma boa amizade, também é necessário. Isso nos faz sentir saudades de algo.

E é exatamente sobre saudades que gostaria de pensar com vocês. Alguém saberia definir, em algumas palavras, o que entende pessoalmente por saudade? Por que refletir sobre a saudade? A saudade, assim como um trauma, não é algo ruim que sentimos em relação ao passado?

Em todas as nossas aulas, tanto as presenciais quanto esses diálogos que mantemos por cartas, procurei manter as nossas relações de forma muito franca e verdadeira. Vejo que vocês também fazem isso, e podem acreditar, eu me sinto muito grato por isso. Segredinho nosso, vou chamá-lo de segredo número 1, eu não sei responder essas perguntas sobre saudade.

Como assim professor? Não sabe? Não sei! E agora entra o nosso segredo número 2... eu não sei responder todas as perguntas que faço pra vocês. Não sei respondê-las e sinto orgulho de não saber. Por um princípio muito básico. Pergunto o que não sei, se já sei, não preciso perguntar. E se, concordando o que já falamos sobre Sócrates, só sei que nada sei tenho em mim todas as perguntas do mundo.

Talvez vocês possam estar questionando... mas professor, então toda vez que perguntamos algo para o senhor, as coisas que falou, o senhor não sabia? A isso respondo como sempre respondi, de fato não sabia, mas desconfiava que eram certas. E se desconfiava que eram certas também desconfiava que eram erradas.

E é justamente aí que entra uma característica intimamente ligada com os filósofos e com a Filosofia. Um professor de Filosofia, minimamente pensante, não ensina a responder, mas a questionar. Isso o impede de responder a algo? Evidentemente que não, contudo, a arte filosófica está em questionar.

Todas perguntas e as respostas são filhas de seu tempo histórico e das relações econômicas e ideológicas que determinado período da história apresenta. Por isso, são legítimas e as pessoas usam sua capacidade racional para refazer perguntas e repostas em tempos diferentes.

Então, repetindo as perguntas, alguém saberia definir, em algumas palavras, o que entende pessoalmente por saudade? Por que refletir sobre a saudade? A saudade, assim como um trauma, não é algo ruim que sentimos em relação ao passado? Acrescentando mais uma. Vocês sentirão saudades das coisas que estão acontecendo hoje? Se acreditarem que sim, do que vocês acham que terão saudades?

Vou propor um exercício filosófico, desde já opcional vocês façam se quiserem, que pergunta, ou perguntas, vocês gostariam de fazer?

 

Saudações filosóficas.

Prof. Ulisses


Áudio disponível em:

https://drive.google.com/file/d/1bLRyR_4UD0e2dDBKRdmktmRR6qgUje3h/view?usp=sharing

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Assis, 01 de setembro de 2020.

 

                                Vidas negras importam. Fonte: site da Apeoesp.




Assis, 01 de setembro de 2020.

Queridos alunos.

            Vocês estão bem? Continuam se cuidando? E a família? E a casa? Nesses dias difíceis, em que a pandemia misturada com todos os nossos outros problemas sociais nos afetam diretamente, não podemos bobear e diminuir a atenção para conosco e os próximos.

            Na semana passada, excepcionalmente, não nos comunicamos por meio de nossas cartas. O governo estadual paulista, pela Secretaria de Educação, realizou uma pausa nas atividades virtuais. A ideia era um “descanso” para todos nós, pois como vocês perceberam, essas atividades ocupam muitas vezes a manhã, a tarde e a noite. Tanto dos professores quanto dos alunos. Enfim...

            Nos últimos meses, de uma forma mais aberta, a mídia em geral vem falando muito sobre uma questão social que, infelizmente, ainda é ferozmente opressora em nosso ambiente humano: o racismo contra os negros. Tenho certeza que vocês já presenciaram ou até sofreram diversos tipos de atos racistas.

            Alguns números sobre o racismo no Brasil são assombrosos e vergonhosos. De cada 5 brasileiros formados em faculdades, apenas 1 é negro. Mais de 50% dos negros não tem acesso à internet. Das pessoas que vivem em condições desumanas, mais de 70% delas são negras, ou seja, não têm alimentação decente, nem agua e nem esgoto. E a cada 12 minutos uma pessoa negra é assassinada no Brasil.

            Assim, em uma conta funerária e extremamente real, imaginem quando estamos em aula na escola. Normalmente, temos duas aulas seguidas, que somam 90 minutos. Portanto, cada encontro escolar que temos, 8 pessoas negras são executadas.

            A sociedade civil, de certa maneira, vem se organizando para combater o racismo contra os negros. Na cidade de Assis, temos o instituto dos negros chamado Zimbauê.  A organização tem diversas práticas e atividades de combate ao racismo. Em escala mundial, temos acompanhado o crescimento de um movimento contra o racismo que se chama “Vidas Negras Importam”. Nosso dever, enquanto seres humanos, ultrapassa a questão de sermos ou não sermos racistas. Devemos combater incondicionalmente o racismo.

            Vocês têm reparado que, nos últimos tempos, tenho falado com insistência sobre como funciona o cérebro e seu desenvolvimento. Alguns de vocês já me perguntaram (e toda dúvida é legitima), se o cérebro de um racista ou de alguém que pratica qualquer outro tipo de discriminação contra os pobres, as mulheres, os homossexuais, os índios, é diferente do cérebro de alguém que não é racista.

            A resposta é um objetivo e sonoro NÃO! O cérebro de um racista é exatamente igual ao seu, ao meu, ao de Jesus Cristo, ao daqueeeeeele político que pesa negro por arroba e ao de qualquer um. O racismo contra os negros é um problema social, que se fundamenta em uma estrutura econômica e política que divide as pessoas em classes sociais (ricos e pobres). Para uma classe (os ricos) continuar explorando a outra (os pobres) é preciso dominar e humilhar a parte mais produtiva da classe explorada (os negros).

            A questão do racismo não pode estar desvinculada da luta de classes, e como bem disseram os filósofos Karl Marx e Friedrich Engels, a história de todas as sociedades existentes até hoje é a história da luta de classes. Toda forma de racismo é uma receita para explorar com mais crueldade uma parte produtiva da sociedade, no caso do racismo contra os negros, essa parcela é os próprios negros.

            Alguém pode se questionar, com uma justificada insegurança, “Ah professor, então eu ou o senhor podemos ser racistas?”. A isso digo que sim, com absoluta certeza, já tivemos muitas atitudes racistas em nossos comportamentos. Contudo, queridos alunos, observem a beleza dos cérebros dos racistas e dos que combatem o racismo serem iguais. Na mesma proporção que podemos estar racistas, podemos não estarmos mais racistas e, melhor ainda, podemos combater racismo.

            Lembrem-se sempre de que o cérebro é socialmente construído. Todos os seus processos, partes, neurônios e seu desenvolvimento foram possíveis na relação dos seres humanos com o ambiente social em que vivem. Dessa forma, os seus pensamentos também são socialmente construídos, e assim, tanto o racismo como o combate ao racismo são formações sociais. Quem enfrenta as injustiças sociais como a exploração e o racismo, de modo consequente, condicionará a si mesmo e aos outros a também combaterem.

            Por fim, deixarei pra vocês uma reflexão realizada pelo médico brasileiro, Josué de Castro (1908 -1973) “Metade da humanidade não come; e a outra metade não dorme, com medo da que não come”. Josué foi um influente médiconutrólogo, professor, geógrafo, cientista social, político, escritor e ativista brasileiro do combate à fome. Destacou-se no cenário brasileiro e internacional não só pelos seus trabalhos ecológicos sobre o problema da fome no mundo, mas também no plano político em vários organismos internacionais. Infelizmente, por ter sido negro, foi esquecido e não é reverenciado.

            Como combater e acabar com o racismo? Vocês acham que têm o cérebro igual ao de um racista? Vidas negras importam?

 

Saudações filosóficas.

Prof. Ulisses.


Áudio disponível em:

https://drive.google.com/file/d/1hAGgQh7jgcvdB_DrWr3L5KnDShwb_zTi/view?usp=sharing

Assis, 16 de junho de 2021.

                                      Título: Mito da Caverna (2021). Autor: Gabriel Serodio Assis, 16 de junho de 2021. Queridos alunos, Vo...