sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Assis, 5 de novembro de 2020.


                                                 O tempo. Fonte: wikipédia 




Assis, 5 de novembro de 2020.

Queridos alunos.

Estão bem? Como vão as coisas?

Gostaria de alguns minutinhos da atenção de vocês, e se me concederem, ficarei muito satisfeito. Justamente por isso mesmo. É uma honra conseguir um tanto da atenção das pessoas, precisamente pela questão do tempo. E é exatamente dele que vamos conversar um pouquinho.

O tempo é daqueles temas que todo mundo sabe dizer alguma coisa sagaz, mas é difícil organizar em palavras qualquer definição mais específica sobre ele. Em todas as áreas do conhecimento humano, de uma maneira ou de outra, podemos perceber muitas considerações interessantes sobre o tempo.

Para a Física, mais nítido nas argumentações do cientista Albert Einstein, o tempo é relativo. Está relacionado com outras coisas como a velocidade e o espaço. Dependendo da velocidade de deslocamento de algum objeto, por exemplo um avião, o tempo corre de forma mais rápida ou mais lenta. Suas demonstrações são valiosas e indispensáveis para o acelerado desenvolvimento tecnológico que temos em nossos dias.

Na tradição religiosa judaica, ficaram registrados alguns pensamentos sobre o tempo, pela escrita do Rei Salomão. Nele, o então monarca dos judeus, afirma que há tempo para tudo. Para plantar, para colher, para ficar alegre, para ficar triste, para trabalhar, para descansar. A sabedoria se insere em identificar o tempo certo para fazer a coisa certa, porque o resto é tudo ilusão.

Geralmente, as religiões relativizam o tempo em função de Deus, que seria o senhor criador do tempo e de todas as coisas, para o qual um minuto, um século ou um milênio é nele a própria eternidade. Para os seres humanos, recomendam o controle dos prazeres no presente, em nome de uma vida após a morte em um paraíso

Sempre me recordo quando faltam apenas dois minutos para acabar a última aula. Eles parecem eternos, não acham? E são apenas dois minutos! Para o corredor jamaicano Usain Bolt, nesse mesmo tempo, dá para ele dar uma volta ao redor do mundo. Se o cara corre cem metros em alguns segundos... dois minutos é uma vida!

Os filósofos também escrevem sobre o tempo, e normalmente, falam de maneira mais complicada e cheia de palavras difíceis aquilo que a maioria das pessoas já sabem. Alguns dividem o tempo em passado, presente e futuro, sucessivamente. Outros dizem que o tempo é relativo à intensidade daquilo que se vive, como a felicidade de uma criança que ganha um presente que desejou muito, essa satisfação pode durar a vida inteira ao se lembrar daquele instante. O mesmo vale para quando acontece algo ruim e triste, enfim... são coisas da vida.

Há quem valorize o tempo presente, ou seja, o agora. O futuro estaria em um segundo plano, pois depende em partes daquilo que se faz agora. Digo em partes porque não conseguimos controlar tudo, nem mesmo se nós estaremos no futuro. O passado num terceiro plano, afinal, não podemos alterá-lo apenas nos resta reinterpretá-lo à nossa maneira.

Uma vez perguntei para um grande amigo, e filósofo, se tempo era dinheiro. O Sanabria me respondeu, sabiamente, que tempo é muito mais valioso do que dinheiro. Imaginem a pessoa mais rica do mundo em um estágio terminal de alguma doença grave. Ela gastaria todo o seu dinheiro por um tempo a mais.

Comecem a reparar como as pessoas que se recuperam de sérios problemas de saúde como elas valorizam o tempo presente. Procuram aproveitar melhor a vida com afazeres mais edificantes, tanto do ponto de vista professional como em lazeres.

E vocês o que pensam? Valorizam o tempo? Tempo é dinheiro? A velocidade das coisas altera a percepção do tempo? E quando o tempo presente é ruim, o que fazer?

 

Saudações filosóficas.

Prof. Ulisses.


Áudio disponível em:

https://drive.google.com/file/d/1Uq5OZth26TEFb4v9zk50xQMsQIFAPOPe/view?usp=sharing


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