O tempo. Fonte: wikipédia
Assis,
5 de novembro de 2020.
Queridos
alunos.
Estão
bem? Como vão as coisas?
Gostaria
de alguns minutinhos da atenção de vocês, e se me concederem, ficarei muito
satisfeito. Justamente por isso mesmo. É uma honra conseguir um tanto da
atenção das pessoas, precisamente pela questão do tempo. E é exatamente dele
que vamos conversar um pouquinho.
O
tempo é daqueles temas que todo mundo sabe dizer alguma coisa sagaz, mas é
difícil organizar em palavras qualquer definição mais específica sobre ele. Em
todas as áreas do conhecimento humano, de uma maneira ou de outra, podemos
perceber muitas considerações interessantes sobre o tempo.
Para
a Física, mais nítido nas argumentações do cientista Albert Einstein, o tempo é
relativo. Está relacionado com outras coisas como a velocidade e o espaço.
Dependendo da velocidade de deslocamento de algum objeto, por exemplo um avião,
o tempo corre de forma mais rápida ou mais lenta. Suas demonstrações são
valiosas e indispensáveis para o acelerado desenvolvimento tecnológico que
temos em nossos dias.
Na
tradição religiosa judaica, ficaram registrados alguns pensamentos sobre o
tempo, pela escrita do Rei Salomão. Nele, o então monarca dos judeus, afirma
que há tempo para tudo. Para plantar, para colher, para ficar alegre, para
ficar triste, para trabalhar, para descansar. A sabedoria se insere em
identificar o tempo certo para fazer a coisa certa, porque o resto é tudo
ilusão.
Geralmente,
as religiões relativizam o tempo em função de Deus, que seria o senhor criador
do tempo e de todas as coisas, para o qual um minuto, um século ou um milênio é
nele a própria eternidade. Para os seres humanos, recomendam o controle dos
prazeres no presente, em nome de uma vida após a morte em um paraíso
Sempre
me recordo quando faltam apenas dois minutos para acabar a última aula. Eles
parecem eternos, não acham? E são apenas dois minutos! Para o corredor
jamaicano Usain Bolt, nesse mesmo tempo, dá para ele dar uma volta ao redor do
mundo. Se o cara corre cem metros em alguns segundos... dois minutos é uma
vida!
Os
filósofos também escrevem sobre o tempo, e normalmente, falam de maneira mais
complicada e cheia de palavras difíceis aquilo que a maioria das pessoas já
sabem. Alguns dividem o tempo em passado, presente e futuro, sucessivamente.
Outros dizem que o tempo é relativo à intensidade daquilo que se vive, como a
felicidade de uma criança que ganha um presente que desejou muito, essa
satisfação pode durar a vida inteira ao se lembrar daquele instante. O mesmo
vale para quando acontece algo ruim e triste, enfim... são coisas da vida.
Há
quem valorize o tempo presente, ou seja, o agora. O futuro estaria em um
segundo plano, pois depende em partes daquilo que se faz agora. Digo em partes
porque não conseguimos controlar tudo, nem mesmo se nós estaremos no futuro. O
passado num terceiro plano, afinal, não podemos alterá-lo apenas nos resta
reinterpretá-lo à nossa maneira.
Uma
vez perguntei para um grande amigo, e filósofo, se tempo era dinheiro. O
Sanabria me respondeu, sabiamente, que tempo é muito mais valioso do que dinheiro.
Imaginem a pessoa mais rica do mundo em um estágio terminal de alguma doença
grave. Ela gastaria todo o seu dinheiro por um tempo a mais.
Comecem
a reparar como as pessoas que se recuperam de sérios problemas de saúde como
elas valorizam o tempo presente. Procuram aproveitar melhor a vida com afazeres
mais edificantes, tanto do ponto de vista professional como em lazeres.
E
vocês o que pensam? Valorizam o tempo? Tempo é dinheiro? A velocidade das
coisas altera a percepção do tempo? E quando o tempo presente é ruim, o que
fazer?
Saudações
filosóficas.
Prof.
Ulisses.
Áudio disponível em:
https://drive.google.com/file/d/1Uq5OZth26TEFb4v9zk50xQMsQIFAPOPe/view?usp=sharing

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